quarta-feira, fevereiro 4

O Farol.

Havia uma cidadezinha chamada Farol, uma pequena colônia americana no Brasil , uma cidade pequena sem muita coisa para fazer além de ir comer uma pizza, ou vadiar pelos poucos bares que lá haviam, ou nas tardes de domingo tomar um chá e ver a velha banda da escola se apresentar em um palco apertado, porém bem jeitoso. E em um desses domingos á tarde que o jovem menino Augusto leva sua avó para passear pois está uma linda tarde e todos os pássaros parecem estar na rua fazendo as vozes secundárias da majestosa banda que toca com tanto gosto, fazendo a trilha sonora para ela passar, ela que ele observa desde a sexta série sem ao menos piscar ele olha ela sendo cortejada pelos homens que ali olharam pra ela, e ele via aquela cena e sempre se sentia mal, por que ele mesmo nunca teve coragem para se aproximar e dizer ao menos um 'oi', e por ser aos olhos dela só mais um bobo que é apaixonado por ela, passa que nem o vento para ela, despercebido.

Á tarde começa a morrer aos poucos dando um ar vermelho-amarelado no ceu, agusto e sua avó se maravilham com o show que a natureza os proporciona, mas infelizmente eles tem que ir pois o caminho é longe e na noite há muitos perigos, já dizia sua velha vó. Pelo caminho desnivelado de pedras subia o morro, pois lá em cima quase junto ao céu estava o casarão onde moravam.
Onde Augusto passou a infância correndo, pulando e dando um trabalhão pros seus pais. Os pais de Augusto se foram cedo, ele recem tinha dez anos, oque deixou uma ferida aberta até hoje por não ter os pais, mas em questão de amor, a vovó brenda sempre o deixou com uma overdose de amor, mas sempre quando via seus amiguinhos quando pequeno com seus pais, ele sentia o vazio que aquilo fez com ele. Mas os tempos passaram e ele cresceu e hoje é seu primeiro dia no terceiro grau da escola Nossa De Sante Inês, ele sempre foi um garoto de poucos amigos e bem fechado, se único amigo era um garoto que havia perdido o movimento das pernas cujo nome era silvio.

Silvio nasceu normal como toda a criança, mas seu pai era alcoolátra e um dia bebeu demais, e quebrou as pernas de seu próprio filho espancando-o, e o garoto ficou tres dias jogado no chão de madeira até alguém o achar, pois seu pai saiu pela porta aquele dia e nunca mais voltou. Silvio sofreu muito, e sofre ainda pois as marcas de seu passado ainda estão ali em sua pele distorcida por cicatrizes, e nas palavras daqueles que sem dúvida são desprovidos de um coração.

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