Perguntou á um pequeno moço parado e ele olhou pra baixo abriu a porta e não respondeu absolutamente nada, um tanto quanto ainda assustado com a situação Baltazar decidiu entrar dentro do lugar havia vários rapazes e crianças feitas de barro dançando e cantando, quando percebera a presença de baltazar na sala pararam no exato momento ficaram quietos, fizeram uma pequena fila e baixaram a cabeça, Baltazar mais assustado ainda disse:
- Ué, por que vocês pararam?
ninguém respondeu.
- Será que alguém pode falar, por gentileza?
um pequeno moço falou:
- Nós não podemos conversar com brancos, porque diante deles e de suas ordens temos que ser surdos,mudos e cegos. Acho que você deve ser novo aqui, porque Jó e seus familiares não se misturam com nós seres inferiores.
- Isso não é verdade moço, para mim todos são iguais, e eu tenho que falar com esse tal de Jó parar tentar sair dessa cidade, antes eu tentei mas essa parede parece ser muito maciça, apesar de ser invisível, mas me diga, qual seu nome?
-Meu nome? eu não tenho nome mas eu posso lhe mostro onde Jó mora. Uma vez que entra em Jó é difícil sair, pois esta parede na verdade é nossa prisão e nossa sina é ficar presos aqui pra sempre e não poder tocar em sequer um galho de cerejeira pesar de elas estarem logo ali no nosso nariz.
Então Baltazar e o moço que não tinha nome foram caminhando para uma escadaria e o moço o acompanhou até a porta de um escabroso casarão e lá estava um homem sentado na varanda que logo que avistou eles disse barbaridades ao moço que o acompanhava, correndo ele á bala do local e Baltazar assustado com tudo foi correndo ao homem perguntar o porque desta manifestação de raiva, e o homem disse que Jó não suportava os homens de barro e os queria perto de sua casa, só os que eles aturava podiam ficar lá.
E esse homem o conduziu á Jó, que era um homem meio estranho, meio baixinho mas com um ar extremo de superioridade, mas pareceu bem simpático com Baltazar Jó disse que ele podia ficar no casarão por esta noite, porém o modo rude com que tratou sua criada Alzira deixou Baltazar muito mais impressionado com essa cidade, apesar da cidade ser muito moderna a casa era muito antiga e Jó disse que o avô dele (que também era Jó por sinal) a construiu com as próprias mãos. Logo após de trocarem umas palavras Baltazar foi dormir à luz de velas, porém no meio da noite um vento bateu e derrubou aquela vela que foi encostar na cortina que pegou fogo e quando se deu por conta estava quase tudo estava desmoronando e o Jó estava preso em uma viga, chamou seus empregados mas nenhum dos empregados brancos o ajudaram e saíram assustados com o fogo, até mesmo Baltazar não conseguiu ajudar porém bravamente cortando o fogo como se fosse uma faca Alzira corajosamente salvou Jó.
Quando os dois estavam bem ao assistir a casa queimando Jó agradeceu Alzira e naquele dia eu vi um homem vencer suas diferenças e dizer no outro dia pela manhã ao povo dos homens de barro que agora em diante todos eram iguais a todos, e que não existem mais diferenças e que todos estão livres abriu os portões para um mundo novo, onde todos viveriam em paz. Nesse mesmo dia alguns ficaram, outros subiram nas cerejeiras e outros partiram e foi com esses que me enturmei cantando e jogando Cachimbó...
continua
quarta-feira, maio 13
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