quarta-feira, fevereiro 4

A Escola (O Farol).

O primeiro dia de escola sempre é um dia muito agitado, pessoas correndo procurando suas salas, e também é um dia de vaidade para as moças e rapazes que querem deixar uma ótima impressão para todos, mas para Augusto e Sílvio foi sempre é um começo de mais um ano aguentando calados tudo, mas esse ano é diferente, sem dúvida é, pois é o ultimo ano que vão ver essas pessoas abusarem deles e tratarem eles que nem ratos. O anúncio de que mais um ano começava, se deu quando o 'dudu' e seus amigos chegaram na sala em que os dois estavam e sem êxito chamou Sílvio, do pior apelido que já houvera dado a alguém, 'Silvio sem pernas', enquanto seus amigos ficavam em volta batendo em Sílvio e Augusto, para os dois pobres garotos o mundo nunca foi justo, e se alguém se opuser a esta, está com a concepção de justiça extremamente distorcida, porque raios todos os dias dudu transformava a vida dos dois garotos em tristeza e amargura. È, eles aguentaram calados todos esses anos e agora era pra ser diferente, mas foi como sempre foi, e talvez como sempre será, augusto ficou quieto e Sílvio foi pra casa chorando.

Depois daquele primeiro dia na escola, Sílvio começou a faltar muitas aulas, e quando Augusto foi a sua casa naquela tarde chuvosa recebeu uma ótima e péssima noticia. Sílvio agora está livre de todos seus medos e tristezas, agora ele pode correr e sentir os lindos campos de lirios azulados, encontrou sua própria Pasárgada com o único ato de tomar meia duzia de analgésicos, e apenas o que restou da imagem daquele garoto na cadeira de rodas foi as lembranças de Augusto que esteve sempre junto com ele do primeiro ao último dia de aula. Aqui jaz Sílvio, um ótimo amigo.

Eduardo, o 'dudu' tinha muita especialidade em ferir as pessoas onde mais doía nelas, era filho de um grande produtor de café da região, um homem extremamente arrogante e ríspido, Eduardo sempre foi um garoto deixado de lado por seu pai, não se viam muito pois ele estava sempre trabalhando a negócios, Mas uma coisa Eduardo aprendeu com os pais (com seu pai em especial), a ser arrogante e sempre falar e fazer o que quer, não importa o que seja e como seja.

... continua

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